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Cidades de Papel

Olá galeraaa!
Quanto tempo!! Mil desculpas pelo tempo que fiquei “fora do ar”.
Hoje vou falar sobre um dos filmes mais esperados do ano... CIDADES DE PAPEL!! Fui à estréia e estou realmente impressionada. Saí da sala de cinema sem conseguir por em palavras toda a emoção vivida durante o filme. Além de ser uma história interessante, o filme conta com um elenco m a r a v i l h o s o  e uma trilha sonora que deixa qualquer um emocionado.


Pensando nisso, separei a sinopse e algumas críticas do filme , para que vocês possam conhecer um pouco mais dessa história que me conquistou.
Espero que gostem!

Cidades de Papel 



Sinopse: Quentin Jacobsen (Nat Wolff) tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman (Cara Delevingne). Até que em um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo é agora um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele achava que conhecia.
(John Green)
Críticas: 
Número 1: 
                                                                       Nostalgia Pura
"Cidades de Papel é o novo filme baseado num livro do autor John Green, mais conhecido pelo sucesso do ano passado A Culpa é das Estrelas. Começo dizendo que não assisti a obra citada, por mais que tenha ouvido apenas elogios sobre ela. Então, por mais que a maioria dos textos sobre Cidades de Papel façam as óbvias comparações, este é um aspecto do qual não poderei adereçar. Seja como for, posso afirmar também que a nova obra me fez sentir algo bom, que gosto de sentir, e que poucos filmes nos proporcionam atualmente: a sensação de ser conquistado, convencido.
A sensação a qual me refiro é quando um filme desarma nossas defesas. Quando mesmo a contragosto nos cativa. Quando você adentra a exibição com uma atitude negativa em relação a um filme (coisa injusta e que não deve ser feita, mas que muitas vezes possui razão de ser) e sofre uma grande reviravolta de pensamentos. Essa é uma das sensações mais gostosas para quem ama cinema e precisa assistir a muitos filmes de forma diária.
Para que gostemos ou aprovemos um filme, diversos elementos precisam estar alinhados, funcionando de maneira cronometrada. E aqui, ocorre justamente isso. Cidades de Papel começa como um filme de romance, especialidade do autor. Mas já de cara é um romance incomum, de certa forma. O típico jovem nerd e retraído Quentin possui uma grande paixão platônica por Margo, a menina mais descolada do colégio.
Neste momento, dois elementos precisariam funcionar bem para que a história fosse crível, e eles dão certo. O primeiro é a sinceridade com que o protagonista é criado. E o segundo é: até que ponto a excentricidade de seu objeto de afeto não será visto como “coisas criadas para um filme”. Ela entra pela janela de seu quarto em determinada noite, por exemplo, e o arranca da apatia e dormência diária, para um dos momentos de maior adrenalina em sua vida nos últimos anos. Coisa que dura apenas algumas horas, no decorrer de uma noite. E quem não gosta de se sentir vivo assim. É instintivo e primordial.
Essa primeira parte, da conexão entre os dois, funciona bem. A inocência das “missões” nos cativa, e por mais que o mais cínico ligue a incredulidade no máximo, as ações da dupla podem ser substituídas por qualquer atividade que faça o sangue correr e o coração bater mais forte. Esse é o propósito da sequência. Grande parte do mérito precisa ir para a dupla Michael H. Weber Scott Neustader, os roteiristas que se especializaram em adaptar os contos de Green para o cinema. E por enquanto, com o placar de 2X0, fazem um ótimo trabalho.
Na manhã seguinte, da que com certeza foi a melhor noite de sua vida, sua amada Margo simplesmente some. No entanto, aparentemente deixando pistas de seu paradeiro. Daí em diante, Cidades de Papel se desenvolve para se tornar o que verdadeiramente é, um filme jovem (mas não infantil) sobre amizade, estruturado na forma de um road movie. Radar (Justice Smith) e Ben (Austin Abrams) são os melhores amigos de Quentin (Nat Wolff) e prontamente topam a viagem para encontrar Margo, que servirá muito mais para fortalecer seus laços e como transição rumo ao amadurecimento.
Mais uma vez, é incrível como Cidades de Papel funciona, e em variados níveis. É uma mistura de Os Goonies (1985), A Lenda de Billie Jean (1985) – no sentido da idealização da jovem mulher forte e decidida, e Superbad: É Hoje (2007) – na forma em que retrata com total autoridade e realismo as mínimas situações vivenciadas por qualquer adolescente, de forma mais sutil e doce, e menos vulgar. Nat Wolff se mostra um bom protagonista, o rapaz comum e de fácil identificação. Ao lado do trio, outras duas boas descobertas. Jaz Sinclair vive Angela, a namorada de Radar, e Halston Sage é Lacey, a melhor amiga de Margo.
E a pergunta que todos querem saber é, como se saiu a modelo número 1 da atualidade, Cara Delevingne, em seu primeiro papel de destaque no cinema. Bem, embora não seja tão fotogênica sem a produção a qual está acostumada nas passarelas e em comerciais, a menina britânica, de 22 anos, se sai extremamente bem em sua construção de Margo – inclusive realizando um digno trabalho de postura e voz para a complexa personagem, sinal de uma atriz empenhada. Cidades de Papel é nostálgico, melancólico e recheado de bons sentimentos, coisa em falta nos tempos mecânicos de CGI e telas verdes. Esqueça VingadoresJurassic World e Exterminador do FuturoCidades de Papel é o filme mais humano desta temporada."

Número 2:

"John Green fala a língua dos adolescentes. Se havia ficado alguma dúvida depois da adaptação cinematográfica de A Culpa é das Estrelas, o caminho visual feito por Cidades de Papel não o (nos) deixa mentir. E o resultado é uma nova produção, acima de tudo, honesta – sobretudo se comparada com outros filmes direcionados ao mesmo público. Se valendo de grande parte da equipe técnica envolvida naquele que foi o maior sucesso de público no Brasil em 2014, muitos dos elementos presentes lá são repetidos aqui. Com uma diferença substancial, no entanto: Paper Towns (no original), apesar de trazer a assinatura de Green também na produção executiva, é uma livre adaptação do livro. 

Mais uma vez, a história é centrada em um jovem casal (Quentin, Nat Wolff; e Margo Roth Spiegelman, Cara Delevingne); de novo, há um coadjuvante que se destaca (Ben, vivido por Austin Abrams, função que o próprio Wolff desempenhou no filme anterior como o cego Isaac); pela segunda vez, há um empecilho para o romance; e uma reviravolta joga o público para um outro lugar que não o esperado – e esse é o grande diferencial do texto do autor.

Mantém-se os roteiristas (Scott Neustadter e Michael H. Weber), trocam-se os diretores: sai Josh Boone, entra Jake Schreier, que, no entanto, têm uma característica em comum: ambos são praticamente desconhecidos – trata-se de um filme “de produtores” (novamente Marty Bowen e Wyck Godfrey). O ambiente clínico/ hospitalar de The Fault in Ous Stars (no original) agora é o rico – e superexposto – universo escolar secundarista.

Margo se muda para a casa ao lado de Q. quando eles ainda são crianças. Rapidamente, os dois ficam amigos e ele passa a alimentar uma paixão platônica pela garota, meio maluquinha. Mas, ao longo dos anos, eles acabam se afastando. Tudo muda numa bela noite em que ela invade o quarto do rapaz, na calada da noite, para pedir a ajuda dele para executar um elaborado plano de vingança. Apesar de ser um cara certinho, ele topa. Acontece que M. desaparece do mapa (literalmente) no dia seguinte, mas não sem deixar pistas. Com a ajuda dos amigos, ele embarca em uma espécie de road trip no encalço do mistério Margo. Até que... o desfecho do filme se distancia do final do livro.

É uma aposta arriscada, afinal, o livro é um sucesso de vendas e, assim como Q., as pessoas em geral esperam ver ipsis litteris o que leram estampado na tela. Mas o fator surpresa (afinal, “surpreender” não é o que Green faz em sua obra?) é o grande diferencial da adaptação dessa história do autor. Se distanciando do livro literalmente, a equipe do filme se aproximou do escritor em sua essência. Em uma transposição do texto para a imagem, muito é perdido, isso não é novidade. O que Cidades de Papel mostra é que há ganhos também. Dois dos momentos mais engraçados (uma cena que envolve um sotaque estranho e outra que tem a ver com Pokémon), por exemplo, não foram descritos na obra original.

Embora segurem bem a responsabilidade por seus respectivos papéis, Nat e Cara não têm o mesmo carisma de Ansel Elgort e Shailene Woodley, é verdade. Mas pouco importa. Cidades de Papel, o filme, no fim, atualiza as referências à cultura pop de "Cidades de Papel", o livro (lançado nos Estados Unidos em 2008), mantendo a essência dos personagens bem construídos e divertidos, e apostando em uma história que, apesar de tomar um rumo diferente, o faz de maneira justificada. É o tão explorado rito de passagem para a vida adulta, sem a picardia de um John Hughes, mas com a melancolia de Walt Whitman."

Bom, é isso galera! Espero que curtam e que vejam o filme. 
Não se esqueçam de participar no nosso sorteio! 
Beijos 



Nayara Mesquita 


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